Seja Bem Vindo[a]!!!

Este é um site oficial da banda de rock PERSONA NON GRATA . As postagens são publicadas pelo vocalista André Lissonger e obedecem as datas originais de publicação em outras mídias . Aqui você vai encontrar as principais matérias, entrevistas, links, músicas, fotos e a divulgação de eventos .

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Um grande abraço e Longa Vida ao ROCK!

terça-feira, 3 de julho de 2007

PNG no site do Bahia Rock


Release:

Longa Vida ao Rock!

“A juventude, embora esmagada nas relações econômicas dominantes que lhe conferem um lugar cada vez mais precário, e mentalmente manipulada pela produção de subjetividade coletiva da mídia, nem por isso deixa de desenvolver suas próprias distâncias de singularização com relação á subjetividade normalizada (sinônimo de desolação ou desespero). A esse respeito, o caráter transnacional da cultura rock é absolutamente significativo: ela desempenha o papel de uma espécie de culto iniciático que confere uma pseudo-identidade cultural a massas culturais de jovens, permitindo-lhes constituir um mínimo de Territórios existenciais”.

Felix Guattari em As Três Ecologias

Persona Non Grata é um lynk atualizado daquela atmosfera hard e pós-punk dos anos 80 e meados dos anos 90.

André Lissonger – vocal, melodia e letras. Frontman da antiga banda Utopia, elogiado pela crítica local desde meados dos anos 80 pela sua postura e performance de palco e potência de voz.

Gustavo Mullen e Karl Franz Hummel – ambos integrantes dos extintos Camisa de Vênus, Envergadura Moral e de formações das bandas de Marcelo Nova e de Raul Seixas; as inusitadas posturas de ambos, com Gustavo Mullem sempre cool e de elaboração incendiária de seu instrumento e Karl Hummel com sua conhecida performace explosiva e carismática, fazem dessa mística parceria um manancial de harmonias, timbres, riffs e solos que transitam por uma intensa textura provocada pelas bases e linhas de contrabaixo.

André Ramos – bateria, backing vocal, também integrante da lendária Via Sacra, arranja e executa criativamente o seu e outros instrumentos sempre numa visão aguda e crítica de conjunto.

Jerry Marlon – baixista, vem a compor a nova fase do grupo. Um dos mais elogiados instrumentistas do gênero (também integra(ou) a 14º andar, Talking Blues, Beats in Senna e a banda de Álvaro Assmar), sua admirável performance e incrível alto astral são mais alguns incrementos que caracterizam a banda.

O show e as gravações do Persona Non Grata são garantias de rock com muito punch, feeling, entrega e garra. Sempre em sintonia com o público do Camisa de Vênus, suas apresentações são sempre regadas de algumas pérolas musicais que marcaram algumas gerações de roqueiros do país.

Contatos:
personanongrata2001@hotmail.

http://www.bahiarock.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=463&Itemid=26

persona no blog rock louco

Nem Camisa de Vênus, Nem Raul Seixas: PERSONA S.A & ARAPUKA - Nesta noite vai rolar rok'n'roll de verdadeHORÁRIO: A Partir Das 22 Horas. Ingresso:R$ 5,00 Entrada + R$ 5,00 De Consumo. INFORMAÇÕES: Fone: +55 71 9957-4653Ps: O Rock é o mesmo, a banda é a mesma, mas, a Persona agora é S.A (Persona Non Grata) Obs.: A casa só aceita pagamentos em espécie.

Extraído de:
http://rockloco.blogspot.com/2006/04/you-may-find-yourself-living-in.html




Extraído de:
http://www.nordesteindependente.com.br/oktiva.net/1070/?idWebSite=1070&idSecao=2106&idNota=15716&pagOrigem=pagCapa&acao=mostrarMateria

Rock no Carnaval e no Festival de Verão


25/01/2006

Clube do Rock divulga lista de bandas para o Palco do Rock, que acontece em pleno Carnaval de Salvador, além dos primeiros nomes de uma noite voltada para o rock baiano no palco secundário do Festival de Verão.
O Clube do Rock (ACCR) anunciou os nomes das bandas escaladas para se apresentar no tradicional Palco do Rock, festival que acontece durante o Carnaval em Piatã. Das 207 bandas inscritas, foram escolhidas 31, sendo 20 de Salvador, três do interior [Cama de Jornal, de Conquista, Clube de Patifes de Feira e Kbrunco de Serrinha] e oito de fora do estado [Alegoria da Caverna, Alma e Macula, do Ceará, C-Real, de Guarulhos-SP, Mauá, de Aracaju, Mr. Freeze, de Alagoas, Terminal Guadalupe, do Paraná e Zero8quatro, de Natal]. O festival, que acontece entre os dias 25 e 28 de fevereiro, fará parte da programação oficial do Carnaval de Salvador com estrutura oferecida pela Prefeitura Municipal.

Veja a lista de bandas:

Alegoria da Caverna (Fortaleza/CE)
Alma (Fortaleza/CE)
Aluga-se
Ant Corpus
Calafrio
Cama de Jornal (Vitória da Conquista/BA)
Clube de Patifes (Feira de Santana/BA)
C-Real (Guarulhos/SP)
Dimensões Distorcidas
Draconi
Eskaravelho
Expurgado
Kbrunco (Serrinha/BA)
Knightrider
Lollyta
Macula (Fortaleza/CE)
Malcom
Maua (Aracaju/SE)
Morbidreams
Movidos à Álcool
Mr. Freeze (Maceió/AL)
Nomin
Os Algas
Os Caverna
Pastel de Miolos
Persona non Grata
Portal
Slow
Terminal Guadalupe (Curitiba/PR)
Ulo Selvagem
Zero8quatro (Natal/RN)

Canjão do rock
O Clube do Rock foi convidado também para selecionar as 40 bandas que vão se apresentar no último dia de Festival de Verão no chamado palco alternativo. Algumas das bandas inscritas para o Palco do Rock foram selecionadas e outras ainda serão divulgadas. Os shows terão duração de 15 minutos e vão acontecer na noite do Canjão, promovida por Carlinhos Brown. Se a escalação de bandas para os dois eventos é questionável, é bom lembrar que o Clube do Rock abre inscrição gratuita para os interessados. Pena que boa parte das mais significantes bandas da cidade tenham ficado de fora do Palco do Rock e provavelmente do tal Canjão.

Lucas Bertolucci entrevista Lissonger



Para a Revista Pocket, Lucas Bertolucci entrevista André Lissonger do Persona Non Grata

1 – Lucas Bertolucci: Como surgiu a ideia desse nome?

André Lissonger – A idéia é um pouco velha. Foram os antigos que inventaram uma expressão para evocar a respeito de uma pessoa que é bem vinda em determinada comunidade. Um projeto meu mais antigo, teria este nome... mas ficou na gaveta. A banda tinha algumas opções, mas escolhemos “democraticamente” esse... com o tempo passando alguns integrantes se identificavam mais com a segunda parte do nome. Os Non Grata na banda... Bom, mas o negócio é que estamos mudando o nome, para evitar conflitos com bandas nacionais e internacionais que já o adotaram, infelizmente. Porém, o conceito que o nome trás... continua como conceito da banda.
2 - Lucas Bertolucci: Qual o estilo musical da Persona Nom Grata e quais as influências?

André Lissonger - A idéia de estilo não é agradável, porque é uma coisa muito classificatória, iluminista, portanto antiquada... inventada no século XIX. Mas sabemos que é natural que as pessoas procuram simplificar o mundo em “gavetinhas”, no cérebro, em casa, no motel, etc... para ter uma segurança, mesmo que ilusória. Então, nesse sentido fazemos rock. Se quiserem entrar em mais categorias dentro do rock... fazemos algo híbrido entre o hard rock e o pós-punk rock.

André Lissonger – As minhas influências são muitas. Muitas mesmo. E vão além da música e do rock. Passam pela arquitetura, urbanismo, webdesign, etc. Mas em termos de rock, para simplificar... acho que posso citar Led Zeppelin, Stones, David Bowie, Clash. Em outras “praias” gosto de clássico, triphop, soulmusic, reggae, etc... mas não chegam a influenciar tanto no processo de composição do PNG. Tenho ouvido atualmente bem pouca coisa: Iggy Pop, Placebo, Thin Lizzy, Janes Adction, Barão Vermelho, PIL e ZZTop. Acho que algumas das bandas citadas também são influencia de Karl e Gustavo, nossos gostos são um pouco parecidos... todos da banda, às vezes, assistimos e ouvimos algumas coisas juntos, etc. Interessante vocês não terem perguntado como se dá o processo de composição na PNG.

3 - Lucas Bertolucci: Sabendo que vocês fazem parte da história do Rock baiano, qual a tragétoria dos integrantes da banda?

André Lissonger – Seria interessante todos falarem não é? Bom, sabendo também que temos integrantes que fazem parte da história do rock brasileiro, como a exemplo de Karl e Gustavo; esta trajetória é um tanto longa. Bem longa. Mas em síntese, a gente pode se lembrar, até porque vivi esta época, que os meninos do Camisa de Vênus fazem um cenário em uma Salvador muito provinciana, depois se deslocam para o Rio de Janeiro em um contexto de muita new wave, e depois ganham São Paulo e Porto Alegre... extinguido este processo, um átimo de tempo permitirá que Karl e Gustavo realizem alguns projetos paralelos, e só depois, em 2001, nos juntamos para começar a formatar o PNG. Nos casos de eu (Lissonger), André Ramos e Jerri Marlon... razoavelmente participamos de um cenário que é imediatamente posterior à ida do Camisa de Vênus ao RJ... Gonorréia antes (com o Jerri), e depois 14º andar, Utopia e Via Sacra, juntamente com outra dúzia de bandas (acho que não passavam de vinte bandas naquela época), procuram sustentam o vácuo deixado pelo Camisa em salvador... até que veio o Plano Collor, a sistematização da mudança da mídia do LP para o CD, o início da desintegração da indústria fonográfica, e uma outra geração de bandas em SSA. Terminado este processo Jerri Marlon é que ficará sempre na ativa com muitos projetos, pois na banda, é quem se dedica inteiramente à música... enquanto eu e André seguimos com outros projetos, até 2001, quando montamos a PNG.

4 - Lucas Bertolucci: Nos anos 80 e 90 o Rock baiano estava em alta. Um movimento que se dinfundiu e ganhou o país como no caso da Banda CAMISA DE VÊNUS, que alguns de vocês participaram. Pensando nisso, como vocês vêem o Rock na Bahia atualmente?

André Lissonger – Os rock(s)!!! Não há um rock na Bahia, não existe rock baiano. Não existe uma unidade que poderíamos chamar de rock baiano, atualmente é claro... muito menos brasileiro. Isso é uma tendência mundial. Vivemos em um mundo pluralizado, fragmentado, estilhaçado, esquizofrênico... porra!!! Então... existem sim miríades, umas quatrocentas (ou até quase quinhentas) bandas de “rock(s)”, pois são diversas as tendências, em Salvador e as outras cidades do estado. Não há um movimento, existe uma dinâmica heterogênea... a depender do gosto (e são milhares os gostos) uma banda sai do topo do profissionalismo para cair no limbo da chatice... e outra, que é uma merda musicalmente, pode vir a um “estrelato” de 300 pessoas uniformizadas vestindo preto e de corpo híbrido. Existem sim é uma cacetada de bandas fantásticas e de bandas horríveis. Não existe um rock, e sim rocks baianos... isso aqui é um caldeirão sujo e grosseiro de rocks com poucas bandas com preocupações sociais. Bandas que são idolatradas e tocam nos bares da modinha tem letras e até integrantes que lembram coisas como “e você está bem...”... “não meu bem...”, “quero ficar com você... é o império do você(s) e do eu, fodam-se!!! São poucas bandas que discutem os temas atuais, com uma visão contemporânea... como sempre, bandas muito mais poser ou músicos bacanas falando de como “eu e você, nos amamos, nos traímos, discutimos, encontramos, fugimos...” Engraçado que nesse tema ninguém fala “enfio o pau na sua buceta, esfrego minha xoxota na sua xaninha, ou meu pau no cu do seu marido”!!!. Rock é pra conversar sobre a violência, a política, armas, o social, a ecologia, e os discursos enganadores de tudo isso. Rock é reponsabilidade social.
5 - Lucas Bertolucci: E o Rock no Brasil, Bandas das antigas estão ai de volta, será que é o ressurgimento do Rock nacional?

André Lissonger – Não existe um rock nacional! Não existe unidade... é muito heterogêneo hoje em dia, temos que mudar essa velha e antiquada versão dos anos 80 e 90. São Rock(S) no Brasil. Isso é coisa inventada por aquela revista antiga... não lembro o nome, ela ta muito ruim hoje em dia... e propagada por aquela emissora de televisão, me esqueço também... e daí propagada por quem não tem base crítica para a análise. As publicações e a mídia musical... salvo raras exceções... são uma merda!!! Não tem mais a porra da crítica... crítica parcial, como toda crítica... que coloca a cara, dá opinião embasada!!!

André Lissonger: Agora... esse pessoal das “antiga” aí... entra em um outro bojo, outro contexto, zilhões de bandas, pirataria pesada, propagação da informação via multimídia e redes digitais, etc... são os “dinossauros”!!! Depende do caso, depende do “dinossaiuro” não é??? Tem gente até que se queima, pois fez algo legal no passado e vem agora fazer “shit for money”! Porra, é foda! Mas taí... cai dentro de um caldeirão sujo e grosseiro! Uma sopa com condimentos de influências do mundo todo: de toda a história da música, e de todo o Brasil. Acho que devíamos esquecer o (RE)surgimento do rock nacional e compreender o momento como o novo e constante surgimento de coisas com tendências diversas no Brasil... e claro que não necessariamente novas!

6 - Lucas Bertolucci: A Bahia é uma terra que se movimenta pelo Carnaval, o que falta para melhorar o Rock no estado?

André Lissonger - Excelente pergunta! Sobretudo para a Bahiatursa! Veja que a Bahia tem um fetiche! Fetiche de ser uma mistura de Disneylândia com Ilha da Fantasia, mas com outros temas (não identidades! Mas diferenças!). As dinâmicas urbanas, metropolitanas e regional da Bahia acontecem por diversos Carnavai(SSS): são diferentes, tem blocos afro, pagode, patricístico, marchinha, arrochas, forróSSS, tudo aí é o fundo musical desta Disney-Fantasie. Não digo isso como ataque, mas como constatação de que a esmagadora maioria da produção cultural dita “originalmente baiana”, sobretudo musical, é cooptada ou pelo Aparelho do Estado ou por um processo de industrialização. Neste bojo difícil de explicar até o que é de fato Original acaba cooptado pelo Fetiche da Bahia. Agora... para melhorar os “rocks” penso que primeiro é necessário falar, berrar, gritar, inventar um outro Fetiche, incômodo, inquieto, desterritorializado, desfuncional, dentro ou ao lado deste Fetiche da Bahia, que aponte caminhos além do “poser” ou do “eu e você...”... mais uma vez... é necessário pensar em termos de políticas, sociedade, economias, ecologias, de uma forma diferente do que esta que é cooptada pelo Aparelho de Estado e pela industrialização dos entretenimentos. Se houver esta consciência, penso eu... o resto é conseqüência: palcos e som descentes, surgimento de festivais, mídia especializada, divulgação no Brasil e no Mundo, incluindo o respeito às bandas de rocks pelo próprio Aparelho de Estado e a Indústria do Entretenimento.... Então, um Fetiche da Bahia que “não é tão linda demais”, e que “tem menos swingue do que sangue, pobreza, fome, miséria, mazelas, autoritarismos, e muita... mas muita mesmo... PIMENTA!”. Os rocks na Bahia tem que contribuir com muita PIMENTA para este Fetiche da Bahia Disney-Fantasie!!! Fazer arder os olhos, a boca e, se precisar, o cú dos outros!!!

7 - Lucas Bertolucci: A modernidade está ai, onde o fãs podem encontrar informações sobre a Banda?

André Lissonger – A melhor informação sobre uma banda como a nossa está nos shows. PNG é uma banda que acontece em palco. O tipo de música que fazemos é um acontecimento que precisa do suporte palco, e não tanto uma propagação de valores, imagens, dígitos, brindes, camisetas, chaveiros, bonés, etc... tudo isso, mais uma vez, é o que concorre para a formação de inúmeras tendências de rock(s). São interessantes, pois há um “consenso” estratégico formado atualmente de que as bandas são mais do que sons... são imagens, clips, sites, etc. Todavia, uma das coisas mais fantásticas que ainda vivo hoje é o fato de poder cantar AO VIVO, aquele momento... na minha opinião não há nada mais UP TO DATE do que cantar ou tocar AO VIVO!!! É a VIDA de um músico na sua forma mais intensa, independente dos aparatos imagéticos ou tecnológicos. Vá aos shows!

8 - Lucas Bertolucci: Quais as considerações finais que a Banda tem a dizer?

André Lissonger – Primeiro, obrigado pelas perguntas... sempre bem vindas no sentido de esclarecer um pouco de nossas opiniões, e realizar um pouco do nosso diferente desejo de um Fetiche da Bahia e sobretudo do Brasil. Meu recado não é final nem inicial, mas é o de desejar aos rock(s) e aos “rockers” assumirem a tomada de assalto da sua própria função na contemporaneidade: quer sejam irônicos ou quer sejam sérios, assumir a nossa parcela de responsabilidade social.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Persona Non Grata e Dever de Classe no Antiquário de Feira de Santana/BA


Persona Non Grata e Dever de Classe no Antiquário de Feira de Santana/BA

Extraído do blog: http://arnun.blogspot.com/

Por muito pouco a segunda edição do Rock And Roll Revival simplesmente não teria sido cancelada. Até a quinta-feira anterior ao evento, tudo parecia correr perfeitamenhe até que o mundo pareceu cair nas costas da organização. Mas resolvemos insistir e o resultado, se financeiramente falando decepcionou muito, por pouco não trazendo prejuízo, como festa em si foi uma noite impagável.

Dever de Classe e Persona Non Grata são duas lendas do rock baiano. A primeira é a banda de Lili Martins, uma espécie de David Byrne ensandecido. Há mais de 20 anos no rock, Lili seria tão venerado quanto Flávio Basso, por exemplo, se em vez de nascer na terra do Axé, fosse parido em algum lugar do Rio Grande do Sul. Batalhador de uma cena ingrata, Lili, hoje com mais de quarenta anos, encara as dificuldades de manter um banda tão genial quanto não-comercial com a serenidade zen de um monge budista. O show de ontem, no Antiquário, é para ficar na historia.

Ex-fã assumido do Camisa de Vênus, devido a certas "tretas" de seu vocalista, que costuma esquecer que fãs são um tesouro importante na vida de qualquer artista, nunca deixei de ser fã de três integrantes do grupo em particular. Quem acompanhou o Camisa na década de 80, quando a banda estava no auge, sabe que Aldo Machado (bateria), Karl Hummel e Gustavo Mullem (guitarras) são pessoas extremamente simples, apaixonados por rock e absolutamente sem frescuras. Dos três, já que Aldo se converteu ao protestantismo há muitos anos, dois estavam ontem presentes e perfeitamente acessíveis, distribuindo autógrafos com muita simpatia e gentileza. Gustavo e Karl são muitíssimo mais que meros coadjuvantes no lendário grupo baiano e quem quis tirar a prova, pôde perceber isto claramente no show de ontem.

O Persona Non Grata é o equivalente local daquelas "super-bandas" dos anos 80, que reuniam artistas de grupos lendários dos anos 60/70 em uma nova formação. Acompanhando Gustavo e Karl, estavam Jerri Marlon, ex-14º Andar e Delirium Tremens; André Lissonger, ex-vocalista da banda Utopia e André Ramos, ex-baterista da extinta Via Sacra. André Lissonger provou que tem carisma suficiente para encarar a tarefa de, de certa forma, substituir Marcelo Nova, embora Karl e Gustavo façam questão de ressaltar que se trata de outra banda. E é. Mas as comparações, neste caso, são inevitáveis e o vocalista segura bem a onda, com muita personalidade.
A quantidade de amigos que compareceram ao evento era impressionante. Parecia realmente uma festa. Como diriam os Miquinhos, um "lual de arromba" madrugada adentro.

Quanto à banda LP & Os Compactos foi a estréia feirense, (já que Salvador conheceu primeiro, por mera questão circunstancial), da novíssima formação, com Douglas Ferquei,(assim como Stephen,baixista, de apenas 15 anos), na bateria. O grupo ficou bastante satisfeito com sua apresentação. Afinal, ter Gustavo Mullem a centímetros de distância, assistindo e claramente gostando de sua apresentação, que me desculpem o credicard e aqueles que costumam levantar a bola das pessoas erradas, é uma experiência que não tem preço.

PS - Por uma questão ética não posso revelar detalhes sobre as condições que o grupo colocou para tocar aqui. Mas posso dizer que minha admiração pelos integrantes da banda triplicou. E pra meio entendedor, há sempre uma palavra...nova.

¶ Domingo, Março 06, 2005